sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

rancho irreal da pamonha

O mundo hippie que você enfatizou
Demonstrou o alarde de nosso amor
Livre ou não as grades da prisão não são
A mentira e opressão
Apenas a comunhão
O mundo real nos mostrou a verdade
Me enganei e fui enganado
Despejado e maltratado
Mas eu voltei
Voltei pra mostrar para vocês que o barracão caiu
Sua verdade sucumbiu
E você ainda não descobriu
Como podes ser sociável se de teu ato não é aceitável
Escrevendo meus versos na ponta da faca
Mostro para MST e qualquer armada
Que somos muito parecidos
Seja na cilada do amor
Ou na reforma do sinhô
Faço verso prosa e repente
De repente comecei a aparecer
E fui visto por você
Até chegar essa canção
Pode crê que eu penei meu irmão
Os urubus querem te comer
E eu já nem sei mais o que escrever
Mas o barracão sucumbiu
E foi pela mentira
Pois minha verdade evoluiu
Virou uma musica
Minha revolução metafisica
Com a química de meus neurônios
Faço o inverso dos anônimos
Meu nome quero escrever
Só para você ser
Lei ali
Ali nem vê
Alienada você
Ser a linea de uma má curva
Um caipira de cor turva
Que brilha no teu ouvido
Como o sol que brilha o tudo

o chá e eu

Verdadeira humildade
Toma-se como base de papel
Frágil como a falsidade
Mostra-se incapaz de ser cruel
Mas bate na mãe no irmão e no papai noel
Perdeu-se no diário oficial de sua igreja
Deixou de analisar por descrença
Passa o dia a louvar a decência
E esquece de ser um dilema
Fato do esquema do chá
O senhor disse pra eu tomar
E eu tomo sempre devagar
Se me perguntam se vou parar
Apenas olho com o meu olhar de avatar
Superioridade anestesiada pela regra
Esquema que é sempre balela
Não quero maconheiros
Não quero rabiscados
Quero a minha verdade
A mesma que o mestre esfomeado me ensinou
que agira com burrice, aquela que já esgotou
A bebida tá na mesa
Pode pegar sem pedir licença
Analisa a folha e o cipó
Assim serei melhor não cheirando pó
Ou cheirando a bunda por emprego
Se eu me sustento?
Só com os dois pés
Ao invés de ser sociável
Sou aceitável
Sabe por quê?
Por que sou humilde!



“A crueldade é o lado oposto o equilíbrio é feito de opostos, se prevalece apenas um, não se tem um dialogo com o infinito”

Barracão final

Livre e sem medo
Barracão é desespero
Perder ou ganhar
É uma questão do jogo
Basta jogar
Maloca do burguês
Julga-se santo
Que azar
Não faz diferença pra vocês
Mas eu não paro de pensar
Esculacho caro sair na madruga
Mastiguei digeri e cuspi tua própria conduta
Falsa intelectualidade
A serviço da mediocridade
Urubus famintos e sem dente
Chupam os restos de um osso nu
Um osso sem medo
Se tem uma cara o medo
Essa cara é esse osso
Pode morder mastigar e terás que cuspir
Mas quando for cuspido para o mundo
Sucumbirão as desgraças do teu intento
Já não é e nem será diplomata da humanidade
Arquiteto o universo
Cenógrafo dos fatos
Ou sonoplasta da realidade
Será advogado do meu ódio
Serão sempre desgraçados em meus versos
Atentos ao atos
Primeiro de muitos
Na segunda cena serás dono do teu universo infinito
Minha faca é finita afiada e aguda
Entra lisa e lentamente pela carne moribunda
Tu és moribundo
Olhe para a bandeira veja o teu ideal
Um homem com faca estendida é um sinal
Que eu sou teu senhor
Eu voltei para você em verso prosa e dor
Mas voltei
Só para te lembrar de quão patética é sua situação
De que todo o ódio no mundo
Eu guarde duas vezes mais para despejar em teu ser
Serei eu um amargurado
Não, apenas um condenado
Condenado a escrever os fatos
Mesmo que você tenha banalizado
Então fique atento eu voltei
E eu não te vejo
Mas você me vê

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

dança shiva

Hoje sou Shiva
Sou cinza
Sou corta cabeças
Não sou brisa
Sou tempestade
Não sou pedra
Sou montanha que joga o rio
Hoje sou gula de tudo
Sou tudo mudando nada
Hoje sou Shiva e vou dançar
Dança comigo?

damem

me alimento de raiva
quando meu corpo vai em inercia abstrata
meu pé volta
ouço as vozes dos suicidas
tão difíceis de sair
como a voz de um doce sereia
me alimento da dor
meu ar quase liquido
meu par quase vivo
de tanta dor
passo a escrever
como uma convulsão vertiginosa
e impiedosa
um lamento de um pagão crístico
a labuta de um trabalhador
achas que esbanjo?
achas que sou falso?
que o fogo que arde nos olhos do obscuro queimem suas palavras
blasfêmia não entender e opinar
sou um humilde arrogante
quero que sejas mais que essa pobre alma
quero que eleves e vejas, observe
em silêncio para viajar
além alma

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Amar além mar

Ai mar!
já não gosto mais de ti, mar.
É que eu queria-o inteiro aqui!
queria tanto...

ai mar... sabes, no amor
neste amor estranho,
doi-me a saúdade
mas doi-me mais o medo
e afogo-me nele
e hesito e fico quieta e triste

Quero tanto dar-lhe tudo!
Dar-lhe tudo mas ver o seu
sorriso
e os olhos
verdes
verdes
Ai mar! Porque me tiras os olhos dele?
Quero ve-los com os meus.

Poeta: Amarílis Felizes.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

vitio

Correndo atrás de vicio
ficaram cegos no inicio
eram loucos
eram drogados
vitimas da sua vontade
sedentos de realidade
loucos de verdade
uma capsula espacial
ou o chá do astral
a cabeça ficou grande
e o nariz acompanhou
farejando pelo escuro
para não cair desarmado

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

poem

poema é a sintese do logico em palavras!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

O que te faz bem?

Não gosto de nada fácil na vida, gosto muito de sonhar, andar na praia ver o mar pescar minhas doces ilusões e viajar no pensar, gosto das coisas simples da vida, te encontrar para amar, e lutar pelo o que acredito, pegar estrelas no céu ou no mar, acredito muito sempre em tudo, paz para respirar, minha felicidade é aventurar e conhecer pessoas, sem maldade, desejo fazer a caridade e ter um mundo que eu possa chamar “verdade”, não desisto fácil, por mais que as coisas pareçam difíceis, fico firme e forte e supero obstáculos intransponíveis, minha beleza esta de baixo da pele, quer ver? Amar e deixar acontecer, quer ver? O meu poema vai te tocar, quer amar?

Letra:
Estou nessa batalha é pra vencer!
Evoluir e superar
E vitória engrandecer
Desejo sempre amar
Não gosto de nada fácil na vida
Acredito muito sempre em tudo
Pois a experiência é bem vinda
É por tudo isso que eu luto
Aventuras, amizades, paz para respirar
Na verdade quero ser livre pra pensar
Estou nessa batalha é para vencer!
Gosto muito de sonhar
E as coisas simples da vida não esquecer
Não desisto fácil, pode imaginar?
Supero e vou pra frente
Obstáculos a gente entende
Só não pode é parar
Azar é não amar
Deixar de fazer
Indignar e paralisar
Enganar o coração
Para uns uma vocação
Para outros o incerto e impuro
É só vencer nessa batalha!
Se agarrar na fé
No amor retribuído
Não é meras palavras de josé
É a natureza meu amigo
Sou um vencedor
Não reclamo da dor
Vivo com muito amor
Então por favor
Lembra-se da cor?
A vida multicolor
Uma obra do grande pintor
O que rege tudo
O grande criador
Estou na batalha e é pra vencer!

Bru e Ket.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

despejo do subsolo

estou mudando de nome, agora esse blog é o portal do "despejo do subsolo". Uma homenagem e entrada para uma nova vida, dedicada a literatura urbana escrachada que dói na ferida e na palavra, assim como é doce como o mé, bem vindo!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

matando a fome

sei como é , eu também tô pagando preços altos por tudo isso, sodoma tá engolindo minha gomorra, minha falsa ilusão de achar que sim . aqui se faz ali se paga!

Pipas avoar

Eu vendo pipas a voar
da janela do terceiro andar
são muitas como onda no mar
é o tempo que não tá de brincadeira
é o tempo à passar
familiar, ouvindo a banda trocar
de mix-tapes mix-fitas
mancadas ciladas da situação
ação é fato
reação dita o expurgado
juizo inical
separam segredos de segregados
pensamento inimigo e aliado
á muita treta (eu sei)
sei muito bem (quem)
faz parte desse esquema
entrar no buraco da agulha
traçando dilemas
esquemas
sistemas
para sua não crença
repensa e tenta
até achar a sua vez

Cadê o meu Baguio?
Cadê? Cadê ?
Cadê o barulho?
Vamo Fazê!

Rasta e Che.
Beat: Mak Betas - Mak Beat n. 85

Manipula Ação

manipulação forma de ação, expressa a opinião, a sua e nada mais, impõe oprime deprime o cidadão, destrói a outra ação, não disserta é reta, dita e opera, não espera argumento, pois já julga falso o nascimento, ignora o tento, sério!? eu não entendo!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Agir

"É Vencer ou Morrer"

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

poibg

adoro esses caras que te dão um nó ná mente sabe?
dostoievski, bukowski , Nietzsche : ''A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez.
lembra?! quando a gente se conheceu?
lembra?! quando a era nova era amanheceu?
lembra?! que era só você e eu?
eu acho que não!
pois perdeu o seu tempo
no caminho ardeu
e a consciência passeou
numa lotos azul
divino cometa
sucedeu!
e de tudo que era homem
pereceu!
será que nó desatado da liga?
até a morte?
quando se nasce ja está apontado pro norte!
a curva retorna minha sorte
e passo na vida sabido e forte
será que essa altura do campeonato a cerveja aqueceu?
porra, sonhos loucos pela madrugda...
and finaly
there is very little
to say.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Serserá

Será que podemos escolher
será que aprendemos a ser
será que temos opinião
será que posso escolher
eu sou humano ou será
eu sou anticristo ou será
sou bonzinho mesmo
será?

foges tu Rex

nego foge com tudo pago
imagina eu que num tenho nem sapato
é fácil sumir desistir
quero ver se tu é homem e persistir
encarar de frente
a bandeira da verdade inconsequente
então aguente o meu verbo
ele vai na cara nada discreto
o papo é reto
se tu pode, pode
se não pode sai correndo....

sexta-feira, 22 de julho de 2011

roteirando

escrevo da crase
sentença da frase
astuto quem sabe
que cria na ginga
que pinga no copo
escorrega sobe ao topo

sexta-feira, 15 de julho de 2011

???

Ai vamo soma
um mais um dois
o minimo para nossa revolução
ou cooperação
paz de irmão
sussego paixão
quando der some
quando esquecer some
some sempre sem perceber
a escada torta que leva a lua cintilante
espreita o teu mel
espreita tua cor e cheiro
poça merda funebre
da fétida moda
dos maloca com seus cones
jah rastha allahuakkbar
quem me salvará
não será teu alvará
que hipocrita falta
fala
fala
fala
fla
f

quinta-feira, 26 de maio de 2011

amor livre, livre em vão

Toda parada de amor liberal
Só serve para quem nunca amou
Todo amor livre é preso
Preso pela vitrine do eu melhor
Preso pela mentira da liberdade
Amor livre se prende no ato de ser livre
E se perde ao ser coletivo
O coletivo quer suruba
O amor quer carinho na penumbra
Livre amor para quem não precisa mostrar que é
A modinha agora é ser do amor livre
A modinha agora é ser da orgia
Que agonia
A modinha agora está no amor
Essa mesma sem pudor
Mas se pego tua mulher
O amor livre se vai com o respeito qualquer
É desse amor que falamos
Ou falamos do outro amor
Quem responde o que é o amor livre
Mente, pois inventa a justificativa da sua fornicação
A carne está em brasa
Vejo isso no olho pagão
Amor livre?
A liberdade está na razão!

quem viciou?

a puta amargura do acaso
para no ponto do vicio
não vê o caminho
e cai no precipício
profeta do descaso
portador do falso principio
se perdeu
se fudeu
e quem te deu a mão?
foi amigo teu
ou a dó que te prometeu
nem é meu esse verso
nem dor minha esse processo

segunda-feira, 23 de maio de 2011

falso xamã parte 1

Preta mentira
Falso xamã
Profere ritos que nem ele consegue
Condutas que nem ele pode
Se fode
No literal
E não no espiritual
Falso xamã
Como a romã cor púrpura
Acredita na tua mentira
Diz ser filho de deus da musica
Filho de deusa da beleza
És errada na chegada
Convoca todos para o que não pode ser
Livre e sem medo
Falso xamã
Te chamam de filho do sol
Mas nem o sol ele vê

sexta-feira, 13 de maio de 2011

sexta treze

hoje o plano é treze
a sentença treze
na cabeça 26
no primeiro capítulo
lux oxalá
hoje vou de branco
um cachimbo preto fumango
hoje eu sou treze pois nasci assim
tenho treze mães
e 26 pais
sou do signo do sol
cogito um ano a mais
13
sob os treze dias
no final
na sexta é claro
subo no pico mais alto
e grito em voz alta
TREZE

segunda-feira, 2 de maio de 2011

rotsp - são paulo fome3

são paulo acorda com fome
a mesma que te engole
tua verdadequase engana
dois pastéis e uma cana
desencana na manha
um chops e mais além
ao meio dia em um bar
a quentinha amassada
chega na boca apressada
tipicamente paulistana
a correria profana
teu menu variado
o mundo em teu prato
que não é razo
nem rezo para ser
o tempero multi-lingua
não simplifica o paladar
nem pode jejuar
são paulo digestão
cozinha do mundão
J'aime lê belle
J'aime lê belle
lê petit grabiele
croissant e ação
babaganush e baião
ninguem á esperar
cade meu pão com zatar?
olha lá
olha ele ali
parece mohamed ali
ja nem sei se perdi
a ceia no pari
o pobre a pedir
o rico a exigir
e todos engolir
nunca sozinha
nem mesmo na cozinha
a sina do trabalho
árduo e inerte fato
do seu fazer
glutona e gourmet
estado de fome são paulo!

rotsp - são paulo fome 2

são paulo continua
e se alimenta na rua
a rua se alimenta de nós
perfil cultural
diversidade da capital
tipicamente paulista façanha
a cozinha variada mundana
do portuga ao china
de kebab a souvlak
tudo num encaiche de seu estomago voraz
são paulo acorda com fome
a mesma que engole
tua verdade quase engana
dois pastéis e uma cana
desencana na manha
um chops e mais além
ao meio dia em um bar
a quentinha e o jantar
teu menu variado
o mundo em teu prato
que não é razo
nem rezo para ser
o tempro multi-lingua
não simplifica o paladar
nem pode jejuar
apenas comer e devorar
são paulo digestão
cozinha do mundão
enche a barriga e se faz
na feira os jargões
ouço os fanfarrões
mulher bonita não paga
pois ela não vai na feira
olha o tomate
olha a tangerina
o quiabo ta barato
vê se não esquece pano de prato
na cidade da garoa
só tomando café a toa
calma ela é boa

rotsp - são paulo fome

são paulo acorda com fome
a mesma que engole
tua verdade quase engana
dois pastéis e uma cana
desencana na manha
um chops e mais além
ao meio dia em um bar
a quentinha e o jantar
teu menu variado
o mundo em teu prato
que não é razo
nem rezo para ser
o tempro multi-lingua
não simplifica o paladar
nem pode jejuar
apenas comer e devorar
são paulo digestão
cozinha do mundão

hot1

Bem vindo a são Paulo, Terra do trabalhador, Terra do salário
Sinagoga da expressão
Meca do querer
O choque e da cultural,
Da realidade brutal
Thanks god or Oxalá, Don’t stop the Brisa oia lá
Palco da civilização
da comunhão do prato
do trocado na feira
não escapa pastel nem garapa
a comida que alimenta
a fome está na rua, junto a verdade nua e crua,
são paulo continua
e se alimenta na rua
a rua se alimenta de nós
perfil cultural
diversidade da capital
tipicamente paulista façanha
a cozinha variada mundana
do portuga ao china
de kebab a souvlak
tudo num encaiche de seu estomago voraz
enche a barriga e se faz
na feira os jargões
ouço os fanfarrões
mulher bonita não paga
pois ela não vai na feira
olha o tomate
olha a tangerina
o quiabo ta barato
vê se não esquece pano de prato
na cidade da garoa
só tomando café a toa
calma ela é boa
a tua fama de ser cozinheira

rot

Bem vindo a são Paulo, Terra do trabalhador, Terra do salário
, Contato contratado contando ao Contrário coisas com calma clara e ciente
Sinagoga da expressão, Meca do querer, O choque e da cultural, Da realidade brutal, Quase espanta ego astral, Deve ser o motivo da persistência material
Thanks god or Oxalá, Don’t stop the Brisa oia lá, Se acaba nois avisa
Vivo avante, Vulto atrás, Quando preciso, Conto ate três e vou confiante, Por mais um mês, Lendo o mantra do burguês, Discurso no cume da babel, Esplanada de concreto, Pairam de gênios a marginais, Vendo a mesmice nos jornais, Monto o meu leito, Ora no parapeito, Ora no monumento, Me aprumo de algum jeito
Palco da civilização, Porta da união, Porta da solidão, Conquistas são labirintos não oficias, Cartas jogadas nos anais, Armadas do gueto guetista, Contramão narcisista, pingado na padoca, na feira não me escapa um pingado e uma garapa, ando no improvisso e na comida me arrisco, fazer o que, como dizia minha vó saco vazio não para em pé, e nessa correira sigo forte e com fé, na pausa do café Alarme
melar moral oral remo maré mar mero ralo rola lero ralé rola rolê
Tupiniquins e Sganzerla de Pivas e Avenidas de rumos e vomitos jocosos como dois cometas bestiais do amanha celeste de minhalma abandonada partida em mil rumos de uma jornada domesticada pela paixao insana e imbecil dos cogumelos austrais corredor de bolhas aspirais anelares e singulares aos ares desse pulmao quase seco de matar a vontade ,
a comida que alimenta impacienta argumenta e vira a mesa, prato vazio da dieta, prato esquecido da miséria, tudo isso revela sua identidade a nação a desiguldade na alimentação, a fome está na rua, junto a verdade nua e crua,
"são paulo se alimenta nas ruas, as ruas se alimentam de nós na carrinho de alimentação informal 7 milhões vão comer, perfil cultural diversidade da capital, tipicamente paulista que não estranha os sutaques da babel, bora rango rola mango pago o pão e bóia jóia.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Cadê minha mãe?

Bruno: fiz essa pergunta com três anos de idade, ela tava no buteco bebendo e paquerando outros rapazes, essa minha mãe viu...
Aline diz:
ahhahaha...se bobear também fiz essa pergunta pelo mesmo motivo...quando era menor.
Bruno diz:
hahaha
osso
por isso sou assim...
Aline diz:
ahahaha..assim como? criativo?
Bruno diz:
também
quando isso aconteceu eu era criança tive que aprender como me comunicar com o mundo exterior, chamar a atenção para pedir ajuda, mesmo sem saber o que isso significava, improvisei e comecei a bater nas grades, hahahaha, como um prisioneiro.
Aline diz:
mas deve ter lhe dado autonomia pra fazer as coisas que deseja.
Bruno: Sim, isso ficou no meu subconsciente e ajudou a moldar a minha capacidade criativa e minha força de comunicação.
Aline diz:
mas voce acha que foi uma coisa ruim ou boa?
Bruno: Acho que foi bom, mostrou o vacilo da minha mãe e eu tive o primeiro grande confronto com o mundo, o confronto no sentido de haver um problema e encara-lo.
Aline diz:
ui..que ótimo..acho pessimo pessoas que ficam cultivando traumas de infancia.
Bruno diz:
eu sou louco por outros motivos e não trauma, se você não supera traumas até os 15 anos você é um frustrado infanto.
Aline diz:
todo mundo erra...ou talvez nem seja erro..considerando que sempre analiso os fatos como se fosse eu (a mãe)..e se tivesse sido mae com 20 anos tabém.
Bruno diz:
salve a caipirinha!
Aline diz:
ahahaha..

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Paulista píviana

nus & feéricos/ olho no gatilho meia-lua/ nado esta

manhã a favor da correnteza/ à deriva/ no miolo do

furacão/ eu era uma Sibila entre os gonzos da lingua-

gem/ Samba-Vírus/ exus nanicos carregando cabaças

de pedra da lua no portal do meu ouvido/ cruzamento

das Avenidas Assassinato & 69/ garoto-pombinha no

balcão da lanchonete/ esperando o pernilongo da Mor-

te/ estrelas rachadas gotejam leite dos deuses/ é com

este que eu vou sambar até a Pradaria -Kamikase/ no

trecho Belém-Brasília da Teogonia / Paulista desviou de dois mendigos / E um travesti
Vive a desilusão da festa / Ernesto guerreou / Paulista planejou / Analisou e inventou
Aglomerou em teu vicio de grandeza / Vive na agonia da oscilação / Da bolsa materna
Ao útero dos eruditos / Casa dos malditos / Porto da desilusão / Sorri em mil cores para o caos / Ouvem-se

clamores / De uma catraca livre / No metro que oprime / Paulista guetista
Paulista narcisista / Quanto aguentas mais? / Um furacão de tensão / E um caminhão de peão?
Faz do seu dia Gothan City / Script perfeito da superação / Persona da trama educação
Esbanja tentação / Alamedas de cones laranjas / Avenidas de mijo etílico / Quero tua maçã
Quero hoje e não amanha! / Ache certo e assine o contrato / Achou errado ter saído do mato
O ato firmado / De ser civilizado / E não mais um paulista / Com seu fundo prato
A sombra do burguês / Chama-se pobreza / O teu eterno medo / A aflição do pobre
É chamado sistema / Emblema da divisão / Basta atravessar a Augusta / Ou passar pelo Capão
Coragem ou morte? / Ordem em recesso / Está nas bandeiras de sua gente / Sexo e mais dinheiro / É a FOME / Que

engole até poeta / Que esperto achou que era /
Foi engolido por Santo Paulo dos fazeres / Pura tolice sua / Achar que o blasé / É estatua tua / És falsa e nua

/ Tua verdadeira imagem / De que conduz / Se é a massa que produz!
Reduz o meu penar / Saber que és tu também paulista / De ser guerreiro e artista.

Piviano

"nus & feéricos/ olho no gatilho meia-lua/ nado esta

manhã a favor da correnteza/ à deriva/ no miolo do

furacão/ eu era uma Sibila entre os gonzos da lingua-

gem/ Samba-Vírus/ exus nanicos carregando cabaças

de pedra da lua no portal do meu ouvido/ cruzamento

das Avenidas Assassinato & 69/ garoto-pombinha no

balcão da lanchonete/ esperando o pernilongo da Mor-

te/ estrelas rachadas gotejam leite dos deuses/ é com

este que eu vou sambar até a Pradaria -Kamikase/ no

trecho Belém-Brasília da Teogonia" (Quizumba, 1983)

quarta-feira, 30 de março de 2011

CdE

sou causa do efeito
acordei desse jeito
bem feito ao relento
sua cor lama e azada
já foi rei!
já foi leão!
agora é pedinte
e arisco
tudo que olha já é
como uma onda sonora
vinda de um mar emocional
quem disse que eu vejo?
os meus olhos ou minha alma?
pisc-loke, aprende com a luz
esquece o que conduz
com joco e sapiência
agir sempre que algo causar
ação natural até ao rezar
sendo efeito provoco o universo
ao inverso fico estático e imóvel
pausa e sustento
sustenido no vento
espero e ainda penso
se tudo é de meu consenso
nunca amarás alma rançosa
nem que ela seja bela e graciosa
viverei como uma onda
a onda profânica
da nota eterna.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Paulista


Paulista desviou de dois mendigos
E um travesti
Vive a desilusão da festa
Ernesto guerreou
Paulista planejou
Analisou e inventou
Aglomerou em teu vicio de grandeza
Vive na agonia da oscilação
Da bolsa materna
Ao útero dos eruditos
Casa dos malditos
Porto da desilusão
Sorri em mil cores para o caos
Ouvem-se clamores
De uma catraca livre
No metro que oprime
Paulista guetista
Paulista narcisista
Quanto aguentas mais?
Um furacão de tensão
E um caminhão de peão?
Faz do seu dia Gothan City
Script perfeito da superação
Persona da trama educação
Esbanja tentação
Alamedas de cones laranja
Avenidas de mijo etílico
Quero tua maçã
Quero hoje e não amanha!
Ache certo e assine o contrato
Achou errado ter saído do mato
O ato firmado
De ser civilizado
E não mais um paulista
Com seu fundo prato

A sombra do burguês
Chama-se pobreza
O teu eterno medo
A aflição do pobre
É chamado sistema
Emblema da divisão
Basta atravessar a Augusta
Ou passar pelo Capão
Coragem ou morte?
Ordem em recesso
Está nas bandeiras de sua gente
Sexo e diamante
É a FOME
Que engole até poeta
Que esperto achou que era
Foi engolido por Santo Paulo dos fazeres
Pura tolice sua
Achar que o blasé
É estatua tua
És falsa e nua
Tua verdadeira imagem
De que conduz
Se é a massa que produz!
Reduz o meu penar
Saber que és tu também paulista
De ser guerreiro e artista.

quarta-feira, 23 de março de 2011

contos de uma sacana interiorana.

Ele estava sempre vestida com as roupas da moda, a qual não sei os nomes das marcas, mas a sua calça era larga, marcava perfeitamente a sua linda bunda, a barriga de fora com o seu piercing Alá odalisca do brejo, sua blusa curta com um belo decote mostrava as suas lindas tetas marcadas pelo sol.
Eu adorava cumprimentar ela, colocava as minhas mãos na sua cinturinha e apertava ela ao meu corpo sentindo assim as suas curvas e fazendo ela sentir o meu desejo. Nunca tive nada com ela, nem um beijo mais quente, mas ela era famosa na cidade por ter tido muito com muitos, uma verdadeira putinha.
Há muitos anos eu sentia prazer em conversar com ela mas o seu loiro cabelo cada vez mais loiro levou a sua simpatia pois com o passar do tempo o seu papo ficou mais fútil, inútil, como disse o cabelo ficou mais claro e tenho certeza que sua buceta ficou mais negra.
Estava tomando uma bebida no café da esquina na quinta com dois amigos e ele chegou e sentou-se a mesa, estávamos falando sobre um burguês da cidade que havia atropelado três pessoas, estava bêbado, uma das pessoas estava gravemente ferido no hospital, comecei a falar que aquele filho da puta tinha que ir para a cadeia, um safado daquele merecia sofrer de mil maneiras, alem do mais ele sujava a pseudo-reputação dos bêbados, somos bêbados mas não assassinos.
____ Verme burguês. Eu disse.
____ Nossa, tadinho dele. Ela disse. Ele é tão bonzinho, tenho pena dele!
____ Pena dele? Aquele filho da puta quase mata três por estar mamado e é um tadinho? Ora pois como pode ser, brancos unidos jamais serão vencidos? Que merda de puxa saco é você?
____ Como você é grosso!
____ Sim, curto e grosso!
____ Babaca mesmo você, foi um acidente ele nunca atropelaria alguém de propósito ou machucaria alguém.
____ Faria e fez né!? Só não entendo o porque de puxar o saco dele assim.
____ Não estou puxando o saco de ninguém.
Depois tarde da noite aquela conversa escrota no café ainda pulsava na minha cabeça, essa merda de burguesia se chupa toda mesmo, eles são burros, fúteis, e mentirosos e não enxergam nada disso, não vêem sua pobreza animal e banal.
Ela com certeza já havia trepado ou estava trepando com o burguês bêbado, para defende-lo daquela forma, algo que não tem defesa nem justificativa, apenas tem que assumir sou um bêbado dirigi bêbado e quase matei três pessoas bêbado, sou irresponsável, seria coisa de homem, mas me mostre um burguês “homem” que te mostro mil putas virgens.
A menina sem saber entregava o jogo, eu não puxo o saco dele, disse ela, mas na realidade sabíamos que ela não puxa mesmo, o que ela faz com o saco não é puxar, e sim fazer dele o seu picolé tropical.
Sacana mil vezes quem disser que não somos putos dessa sociedade sexual e visceral.

Lótus Negra

Japonesa meiga
Em seu ego o símbolo da bandeira
Triste pelega
Faz da riste mamadeira
Discretos atos no escuro
Nódoa profunda de seu caráter
Usa a bondade como escudo
Uma hipocrisia máster
Pula levemente de moda em moda
Escolhe sempre o centro
Não é nem um por cento foda
Achar que todos querem teu mel dentro
Suja rosa nipônica
Nega minha palavra
Pois parece uma verdade megafônica
Assusta tanto que se cala
Ignora, julga aspereza
minha licença
minha dita poesia
se todos bajulam ela
não serei do coletiva hormonal
pois insensata balela
faz do homem mero animal
jogar vaidade a carpa
harpa da ninfa Ásia
tesão que não escapa
jorra aos cantos desta pária
como podes ser negra lótus?
Como podes mentir ao horizonte
Espalhando luxuria ao alto
Contanto que és Deusa prepotente
Deixe de orgulho
E observe um instante
Que teus olhos dizem tudo
Que tu mente é evidente
Apenas ouça o seu coração
A mentira maior que acorrenta
Está em você e causa reação
Seja livre, a verdade sustenta.

quinta-feira, 17 de março de 2011

O meu conto chronique

Estava pensando qual seria o próximo texto para o blog e por um insight, epifania ou falta do que escrever mesmo resolvi escrever sobre a minha experiência, falar do passado será um recurso para enriquecer a prosa. Imaginei contar sobre o meu presente com a minha verdade, escrachada e áspera às vezes ao mesmo tempo mostrar a comédia que é essa vida, que é um grande teatro natural e espiritual.
Entre erros e acertos estou em São Paulo a seis meses, sai de Pindamonhangaba sem puto ou lugar para morar, só sabia que tinha que sair, que algo muito maior estava empurrando com os dois braços já a minha presença em Pinda, ficar não pagava a minha liberdade que sufocada quase me matou, mas cá entre estou e logo arrumei lugar para morar e trabalhar.
Nos três primeiros meses absorvi muita cultura, ao lado de casa um centro de cultura, perfeito, e em casa o Péricles e o Profeta, que com sua cultura e a troca de experiências aprendi muito.
Nessa fase abosrvi muito sobre musica, cinema e literatura, na literatura conheci Piva, grande poeta, inspirei-me na sua realidade, a qual chamo realidade do asfalto, sucumbi aos pés de Sganzerla e ouvi muito sound-system do Georg.
Infelizmente a Republica do Sobradinho da Travessa Calado ficou muda, no dia 21 de dezembro mudei para a minha casa carinhosamente chamada de Barracão, uma turma grande geralmente uns 12 na casa, depois de um mês virei residente fixo, e virei o recruta, hoje dia 16/03 após ver um filme chamado “o homem que virou suco”, esse filme fala de dois nordestinos um deles mata o patrão na frente da imprensa no dia seguinte sua cara está em todos os jornais, do outro lado um poeta de rua e musico, o fato é que os dois são idênticos e a policia acaba achando que ele é o assassino, uma narração sobre o preconceito e o estado de um migrante nordestino na cidade de São Paulo, uma metrópole faminta e opressora, em sua trajetória ele passa por subempregos , sofre humilhação, mas como é cabeça dura só arruma encrenca, quando cai em uma obra é apelidado de recruta , no final do filme ele, bom é melhor você assistir.
Vi esse filme e me vi nele, a função do filme foi bem exercida, pois senti na pele aquele drama por seu meu, que sinto na minha pele, senti com clareza as cores daquele homem.
A historia continua, a erva queima, e as mulheres sorriem e tudo num jorro só.

terça-feira, 1 de março de 2011

para os blasês que aguento nessa vida...

Manipula ação
Forma de dominação
Expressa opinião
A sua e nada mais
Impõem com opressão
Destrói a outra ação
Não disserta é reta
Dita e opera
Não espera argumento
Pois já julga falso no momento
Ignora intento
Serio mesmo
Não te entendo!
vamos ficar dopados além do tempo e esquecer de voltar para casa no firmamento, vamos ser imbecis , rezando pela graça cega do intento infeliz.

sou Profônico

A verdade é Deus, Krishna, Allá, Buda, Oxalá, Erü, Tupã, Odin, Cosmo, Universo, Luz!
Sou seu filho trabalhador, dito a minha regra, fiel a Deus, Sou Voz Ativa, Sou PROFÖNICO!

indo iu

Falo de Perto/Meu estilo é concreto/O meu papo é bem direto/Aprovando o meu verso/Capacidade do intelecto/Falo em rima forte/Arte do hip /ta tudo ruim, nóis explode/O que a ignorância não pode é ter Ibop/Esquema locke/Direto do interior/Te faço um favor/Palavra na cara/Escancaro sem pudor/E não adianta o velho por
/Sua verdade ta na ca...ra/...O seu espelho de medusa/A sua falta de verdade/Sua prepotência cultural

...

No alto som da guitarra histérica
Chamo Jasão e seu mitológico altruísmo
Para gozar em sátiros malignos
Odisseu que avisou de antemão
Corram para Calcutá
...Prendam o dragão
Transe com todas as ninfas
E volte para o seu lar

...

Putas, ruas, narcisos, bebuns
Chics, lokis, os mesmos
Ruas em caos
Ruas em devaneio
Sou eu ou o mundo anda mais doido
...São os meus pés, ou está mais difícil de andar
Sou eu o meu meio?
O meio tem eu
Eu e o mundo
Os loucos e eu

Homero lero lero

quem matou prometeu, não jurou ira aos homens
quem abriu pandora arrancou seus medos e temores
quem decifrou o pássaro leão foi um doido varrido
quem degusta Homero não morre indigesto

eu mentiroso¹

O rei do caos
Arauto das sombras
Como é chato ser careta
Seguir velhas condutas
Ser o pseudo-bonzinho
...Isso nada adianta
Pois no fundo do ser
Os pensamentos são outros
No fundo do ser
Está inerte a raiva e o ódio
Sei ferir o seu orgulho
Só para você mostrar esse lado sombrio
Tenho mais gosto disso
Do que escutar a mentira do amor

sonhadores

Dizem que os sonhadores são loucos
Sem loucura o homem não voaria
Nem deixaria pegadas na Lua
Nem telefone na palma da mão
Sem sonhadores o mundo seria em vão...
...Despreze com a mais aguda crença
Quem diz que o seu sonho não é
E seja o degustador do saber
Pois o sonho só termina ao amanhecer

minha cara

sou eu e essa minha cara de louco, o resto ainda é pouco, grito tanto que fico rouco...

incomodar, polemizar??

incomodo com minha arte, já demonstro a minha parte, em toda parte, arranco uma lasca, incomodar para mudar, incomodar para evoluir, sem demagogia e com mais ação, será minha resposta sempre irmão.

outros desabafos

É tanta hipocrisia meu bem, que esta me dando azia, para de me falar desta sua postura fria, que de tanto ouvir parece que sofro de bulimia, é tanta hipocrisia meu bem, que acho que não me convêm, andar descalço, ou subir uma escada além, pare de ser assim hipócrita meu...



é tudo mentira, manter a palavra a verdade pura é difícil, não conheço ninguém que o faz... somos hipócritas por natureza...
acho que é muito pra você... na vida meu filho não existe gloria sem sacrifício ou esforço e você não sentiu nem um copo de sacrifício e esforço ainda... não será digno de recompensa maior do que o teu mundo menor

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Para os Doidos

pisco-silêncio instrumental
ouço o universo epifânico
estourar em arcanjos
banjos e bandolins
djambé e tamborim
tudo coisa fina
serafina que me diga
vozes em coros brandos
corações em brasa
melodia do repente
joga alcool na fogueira
e intenta o começo
um começo nominal
para a postura que lhe equivale
Musical!

Para o Grupo MUSICA ORGÂNICA

Parte Cena e Ato (não definidos)

Parte de tudo é desejo
Parte de mim é protesto
Discreto e incerto
Na vida de meus passos
São Paulo que me pariu
Minha pura virgem missão
De ser um puto no meio de putos
Injusta a sua ação
De natimorta moral zodiacal
A terapia do ego metrópole
De ser irrespirável e profana
A multidão em estado profônico
o seu passo em eterno tumulto
com humilhados e ilhados
na solidão tropicalista
idealiza e anima
recria, renasce
tudo num passe
ou ticket eletrônico
penumbra do consolo
num puta solução
espero augu
e assusta
e para
e cala
e vira a catraca
espalha na escada
encosta na poluição
proliferando a festa no mundão
recriando orgia de Adão
comedores de Eva
insaciável desejo
tudo parte dele
e protesto pela minha parte.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Pindamonhangaba e o seu novo-velho João Ribeiro Pita

Sempre fiz comparações, e como um bom provocador a comparação é o tablado para a grande gozação obvia, Zé Simão costuma dizer: "direto do País da piada pronta", pinda ultimamente parece a cidade da piada pronta, no meio social e politico, como disse um amigo politico mequetrefe R.G. "volto para pinda para ajudar minha sociedade", MENTIRA, queremos mesmo é capitalizar a cidade e seus espaços, sua cultura, sua gente. quando falo em cultura cito a "musica organica" que no sentido mais especifico é fazer "musica organica"(comer alguem ou encher a cara de bebida, ou os dois).
è meu amigo e amiga, capitalizar não é apenas vender é permutar,é prostituir de uma forma mais clara.
E voltando para a linda pinda que capitalizou o seu voto na ultima eleição dando ouvidos como bom brasilieros que somos, as promessas fajutas de um prefeito que esta com merda até o pescoço, no meio de tantos escandalos de corrupção e falta de trabalho, pois só vejo o setor imobiliario e industrial a todo vapor, quero lembrar de uma caso ocorrido em São Paulo, quando em uma certa eleição o senhor celso pita apoiado pelo senhorio maluf prometeram o fura fila, obra que ficou no tempo da discordia, o nosso joão ribeiro(agora vulgo pita) prometeu um monte, até uma pista de ski na montanaha, hahahah mania de emirados arabes , ja basta o cidadão em pinda pensar que é barão do café, agora acha que é shake da arabia. Bem o nosso pita prometeu o rebaixamento da malha ferroviaria, e como o pita de são paulo nada saiu ou vai sair, e eu pensando ser louco querendo ir pra Lua, mas só de bicicleta né amigo.

Bruno Pupio

domingo, 30 de janeiro de 2011

de dois em um

Eu já estou a degustar o seu
resolvi chorar ao inves de rir
aonde esta esssa sitação
citação
somos autenticos
sim
quando nos encontramos entramos na sintonia fina
escrevemos o que pensamos,
vivemos o que escrevemos
imaginamos o que olhamos
olhamos apenas oque amamos
amamos o desconhecido , ele nos atrai
sim
eu to atraido
eu não estou, eu sou...


Bruno Pupio e Carla Guerra

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Ao amor meio desatento

O meu eu
Junto com o que prometeu
É uma causa perdida
Uma triste despedida
Sem partida
Pois continuamos os mesmos calados
Separados por uma parede frágil
Se você insisti então dividi
O teu amor em mil
Em um mirante
E ilumina toda minha solidão
Que por ocasião não anda tão
Quero ter só uma
Então não saia
Escuta eu dizer tudo oque me faz
É você meu bem, acho que tudo isso te convém...

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

meio diferente?

Dizem que ando meio diferente
Por falar palavras ásperas
Mas continuar sorridente
Atitudes faladas
Quem me entende?
Será o seu caso?
Ou ninguém de repente
Ser eu é o que faço
Cigarro acabado
Um livro começado
Idéia firmada
E atitude contestada
A verdade sempre ausente
Em nossa meio
Quero fazer o teu inteiro verdadeiro
E não bajular por um sexo falso
Mãos ao alto
Só para agradecer
E roubar apenas o bom dizer
Saber o teu nome
Entrar no teu véu querer
Entendo você e sua raiva
Sua dor
A nossa luta é falar mudar ser feliz e prosperar
Que coisa boa, querer e conquistar
Sacrifício santo
Até no desespero
Com minha calma me espanto
E sei a dificuldade
De ser verdadeiro
Quero tudo que é possível
Não ser um lunático invisível
Nem um rude romântico
Disser que nem vive tanto
Espero farto nada mudar
Mas é fato que vou
Eu vou atrás
É assim que vou seguindo
Pelo intuitivo
E não pelo coletivo