quinta-feira, 17 de março de 2011

O meu conto chronique

Estava pensando qual seria o próximo texto para o blog e por um insight, epifania ou falta do que escrever mesmo resolvi escrever sobre a minha experiência, falar do passado será um recurso para enriquecer a prosa. Imaginei contar sobre o meu presente com a minha verdade, escrachada e áspera às vezes ao mesmo tempo mostrar a comédia que é essa vida, que é um grande teatro natural e espiritual.
Entre erros e acertos estou em São Paulo a seis meses, sai de Pindamonhangaba sem puto ou lugar para morar, só sabia que tinha que sair, que algo muito maior estava empurrando com os dois braços já a minha presença em Pinda, ficar não pagava a minha liberdade que sufocada quase me matou, mas cá entre estou e logo arrumei lugar para morar e trabalhar.
Nos três primeiros meses absorvi muita cultura, ao lado de casa um centro de cultura, perfeito, e em casa o Péricles e o Profeta, que com sua cultura e a troca de experiências aprendi muito.
Nessa fase abosrvi muito sobre musica, cinema e literatura, na literatura conheci Piva, grande poeta, inspirei-me na sua realidade, a qual chamo realidade do asfalto, sucumbi aos pés de Sganzerla e ouvi muito sound-system do Georg.
Infelizmente a Republica do Sobradinho da Travessa Calado ficou muda, no dia 21 de dezembro mudei para a minha casa carinhosamente chamada de Barracão, uma turma grande geralmente uns 12 na casa, depois de um mês virei residente fixo, e virei o recruta, hoje dia 16/03 após ver um filme chamado “o homem que virou suco”, esse filme fala de dois nordestinos um deles mata o patrão na frente da imprensa no dia seguinte sua cara está em todos os jornais, do outro lado um poeta de rua e musico, o fato é que os dois são idênticos e a policia acaba achando que ele é o assassino, uma narração sobre o preconceito e o estado de um migrante nordestino na cidade de São Paulo, uma metrópole faminta e opressora, em sua trajetória ele passa por subempregos , sofre humilhação, mas como é cabeça dura só arruma encrenca, quando cai em uma obra é apelidado de recruta , no final do filme ele, bom é melhor você assistir.
Vi esse filme e me vi nele, a função do filme foi bem exercida, pois senti na pele aquele drama por seu meu, que sinto na minha pele, senti com clareza as cores daquele homem.
A historia continua, a erva queima, e as mulheres sorriem e tudo num jorro só.

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