quinta-feira, 26 de maio de 2011

amor livre, livre em vão

Toda parada de amor liberal
Só serve para quem nunca amou
Todo amor livre é preso
Preso pela vitrine do eu melhor
Preso pela mentira da liberdade
Amor livre se prende no ato de ser livre
E se perde ao ser coletivo
O coletivo quer suruba
O amor quer carinho na penumbra
Livre amor para quem não precisa mostrar que é
A modinha agora é ser do amor livre
A modinha agora é ser da orgia
Que agonia
A modinha agora está no amor
Essa mesma sem pudor
Mas se pego tua mulher
O amor livre se vai com o respeito qualquer
É desse amor que falamos
Ou falamos do outro amor
Quem responde o que é o amor livre
Mente, pois inventa a justificativa da sua fornicação
A carne está em brasa
Vejo isso no olho pagão
Amor livre?
A liberdade está na razão!

quem viciou?

a puta amargura do acaso
para no ponto do vicio
não vê o caminho
e cai no precipício
profeta do descaso
portador do falso principio
se perdeu
se fudeu
e quem te deu a mão?
foi amigo teu
ou a dó que te prometeu
nem é meu esse verso
nem dor minha esse processo

segunda-feira, 23 de maio de 2011

falso xamã parte 1

Preta mentira
Falso xamã
Profere ritos que nem ele consegue
Condutas que nem ele pode
Se fode
No literal
E não no espiritual
Falso xamã
Como a romã cor púrpura
Acredita na tua mentira
Diz ser filho de deus da musica
Filho de deusa da beleza
És errada na chegada
Convoca todos para o que não pode ser
Livre e sem medo
Falso xamã
Te chamam de filho do sol
Mas nem o sol ele vê

sexta-feira, 13 de maio de 2011

sexta treze

hoje o plano é treze
a sentença treze
na cabeça 26
no primeiro capítulo
lux oxalá
hoje vou de branco
um cachimbo preto fumango
hoje eu sou treze pois nasci assim
tenho treze mães
e 26 pais
sou do signo do sol
cogito um ano a mais
13
sob os treze dias
no final
na sexta é claro
subo no pico mais alto
e grito em voz alta
TREZE

segunda-feira, 2 de maio de 2011

rotsp - são paulo fome3

são paulo acorda com fome
a mesma que te engole
tua verdadequase engana
dois pastéis e uma cana
desencana na manha
um chops e mais além
ao meio dia em um bar
a quentinha amassada
chega na boca apressada
tipicamente paulistana
a correria profana
teu menu variado
o mundo em teu prato
que não é razo
nem rezo para ser
o tempero multi-lingua
não simplifica o paladar
nem pode jejuar
são paulo digestão
cozinha do mundão
J'aime lê belle
J'aime lê belle
lê petit grabiele
croissant e ação
babaganush e baião
ninguem á esperar
cade meu pão com zatar?
olha lá
olha ele ali
parece mohamed ali
ja nem sei se perdi
a ceia no pari
o pobre a pedir
o rico a exigir
e todos engolir
nunca sozinha
nem mesmo na cozinha
a sina do trabalho
árduo e inerte fato
do seu fazer
glutona e gourmet
estado de fome são paulo!

rotsp - são paulo fome 2

são paulo continua
e se alimenta na rua
a rua se alimenta de nós
perfil cultural
diversidade da capital
tipicamente paulista façanha
a cozinha variada mundana
do portuga ao china
de kebab a souvlak
tudo num encaiche de seu estomago voraz
são paulo acorda com fome
a mesma que engole
tua verdade quase engana
dois pastéis e uma cana
desencana na manha
um chops e mais além
ao meio dia em um bar
a quentinha e o jantar
teu menu variado
o mundo em teu prato
que não é razo
nem rezo para ser
o tempro multi-lingua
não simplifica o paladar
nem pode jejuar
apenas comer e devorar
são paulo digestão
cozinha do mundão
enche a barriga e se faz
na feira os jargões
ouço os fanfarrões
mulher bonita não paga
pois ela não vai na feira
olha o tomate
olha a tangerina
o quiabo ta barato
vê se não esquece pano de prato
na cidade da garoa
só tomando café a toa
calma ela é boa

rotsp - são paulo fome

são paulo acorda com fome
a mesma que engole
tua verdade quase engana
dois pastéis e uma cana
desencana na manha
um chops e mais além
ao meio dia em um bar
a quentinha e o jantar
teu menu variado
o mundo em teu prato
que não é razo
nem rezo para ser
o tempro multi-lingua
não simplifica o paladar
nem pode jejuar
apenas comer e devorar
são paulo digestão
cozinha do mundão

hot1

Bem vindo a são Paulo, Terra do trabalhador, Terra do salário
Sinagoga da expressão
Meca do querer
O choque e da cultural,
Da realidade brutal
Thanks god or Oxalá, Don’t stop the Brisa oia lá
Palco da civilização
da comunhão do prato
do trocado na feira
não escapa pastel nem garapa
a comida que alimenta
a fome está na rua, junto a verdade nua e crua,
são paulo continua
e se alimenta na rua
a rua se alimenta de nós
perfil cultural
diversidade da capital
tipicamente paulista façanha
a cozinha variada mundana
do portuga ao china
de kebab a souvlak
tudo num encaiche de seu estomago voraz
enche a barriga e se faz
na feira os jargões
ouço os fanfarrões
mulher bonita não paga
pois ela não vai na feira
olha o tomate
olha a tangerina
o quiabo ta barato
vê se não esquece pano de prato
na cidade da garoa
só tomando café a toa
calma ela é boa
a tua fama de ser cozinheira

rot

Bem vindo a são Paulo, Terra do trabalhador, Terra do salário
, Contato contratado contando ao Contrário coisas com calma clara e ciente
Sinagoga da expressão, Meca do querer, O choque e da cultural, Da realidade brutal, Quase espanta ego astral, Deve ser o motivo da persistência material
Thanks god or Oxalá, Don’t stop the Brisa oia lá, Se acaba nois avisa
Vivo avante, Vulto atrás, Quando preciso, Conto ate três e vou confiante, Por mais um mês, Lendo o mantra do burguês, Discurso no cume da babel, Esplanada de concreto, Pairam de gênios a marginais, Vendo a mesmice nos jornais, Monto o meu leito, Ora no parapeito, Ora no monumento, Me aprumo de algum jeito
Palco da civilização, Porta da união, Porta da solidão, Conquistas são labirintos não oficias, Cartas jogadas nos anais, Armadas do gueto guetista, Contramão narcisista, pingado na padoca, na feira não me escapa um pingado e uma garapa, ando no improvisso e na comida me arrisco, fazer o que, como dizia minha vó saco vazio não para em pé, e nessa correira sigo forte e com fé, na pausa do café Alarme
melar moral oral remo maré mar mero ralo rola lero ralé rola rolê
Tupiniquins e Sganzerla de Pivas e Avenidas de rumos e vomitos jocosos como dois cometas bestiais do amanha celeste de minhalma abandonada partida em mil rumos de uma jornada domesticada pela paixao insana e imbecil dos cogumelos austrais corredor de bolhas aspirais anelares e singulares aos ares desse pulmao quase seco de matar a vontade ,
a comida que alimenta impacienta argumenta e vira a mesa, prato vazio da dieta, prato esquecido da miséria, tudo isso revela sua identidade a nação a desiguldade na alimentação, a fome está na rua, junto a verdade nua e crua,
"são paulo se alimenta nas ruas, as ruas se alimentam de nós na carrinho de alimentação informal 7 milhões vão comer, perfil cultural diversidade da capital, tipicamente paulista que não estranha os sutaques da babel, bora rango rola mango pago o pão e bóia jóia.