sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

rancho irreal da pamonha

O mundo hippie que você enfatizou
Demonstrou o alarde de nosso amor
Livre ou não as grades da prisão não são
A mentira e opressão
Apenas a comunhão
O mundo real nos mostrou a verdade
Me enganei e fui enganado
Despejado e maltratado
Mas eu voltei
Voltei pra mostrar para vocês que o barracão caiu
Sua verdade sucumbiu
E você ainda não descobriu
Como podes ser sociável se de teu ato não é aceitável
Escrevendo meus versos na ponta da faca
Mostro para MST e qualquer armada
Que somos muito parecidos
Seja na cilada do amor
Ou na reforma do sinhô
Faço verso prosa e repente
De repente comecei a aparecer
E fui visto por você
Até chegar essa canção
Pode crê que eu penei meu irmão
Os urubus querem te comer
E eu já nem sei mais o que escrever
Mas o barracão sucumbiu
E foi pela mentira
Pois minha verdade evoluiu
Virou uma musica
Minha revolução metafisica
Com a química de meus neurônios
Faço o inverso dos anônimos
Meu nome quero escrever
Só para você ser
Lei ali
Ali nem vê
Alienada você
Ser a linea de uma má curva
Um caipira de cor turva
Que brilha no teu ouvido
Como o sol que brilha o tudo

o chá e eu

Verdadeira humildade
Toma-se como base de papel
Frágil como a falsidade
Mostra-se incapaz de ser cruel
Mas bate na mãe no irmão e no papai noel
Perdeu-se no diário oficial de sua igreja
Deixou de analisar por descrença
Passa o dia a louvar a decência
E esquece de ser um dilema
Fato do esquema do chá
O senhor disse pra eu tomar
E eu tomo sempre devagar
Se me perguntam se vou parar
Apenas olho com o meu olhar de avatar
Superioridade anestesiada pela regra
Esquema que é sempre balela
Não quero maconheiros
Não quero rabiscados
Quero a minha verdade
A mesma que o mestre esfomeado me ensinou
que agira com burrice, aquela que já esgotou
A bebida tá na mesa
Pode pegar sem pedir licença
Analisa a folha e o cipó
Assim serei melhor não cheirando pó
Ou cheirando a bunda por emprego
Se eu me sustento?
Só com os dois pés
Ao invés de ser sociável
Sou aceitável
Sabe por quê?
Por que sou humilde!



“A crueldade é o lado oposto o equilíbrio é feito de opostos, se prevalece apenas um, não se tem um dialogo com o infinito”

Barracão final

Livre e sem medo
Barracão é desespero
Perder ou ganhar
É uma questão do jogo
Basta jogar
Maloca do burguês
Julga-se santo
Que azar
Não faz diferença pra vocês
Mas eu não paro de pensar
Esculacho caro sair na madruga
Mastiguei digeri e cuspi tua própria conduta
Falsa intelectualidade
A serviço da mediocridade
Urubus famintos e sem dente
Chupam os restos de um osso nu
Um osso sem medo
Se tem uma cara o medo
Essa cara é esse osso
Pode morder mastigar e terás que cuspir
Mas quando for cuspido para o mundo
Sucumbirão as desgraças do teu intento
Já não é e nem será diplomata da humanidade
Arquiteto o universo
Cenógrafo dos fatos
Ou sonoplasta da realidade
Será advogado do meu ódio
Serão sempre desgraçados em meus versos
Atentos ao atos
Primeiro de muitos
Na segunda cena serás dono do teu universo infinito
Minha faca é finita afiada e aguda
Entra lisa e lentamente pela carne moribunda
Tu és moribundo
Olhe para a bandeira veja o teu ideal
Um homem com faca estendida é um sinal
Que eu sou teu senhor
Eu voltei para você em verso prosa e dor
Mas voltei
Só para te lembrar de quão patética é sua situação
De que todo o ódio no mundo
Eu guarde duas vezes mais para despejar em teu ser
Serei eu um amargurado
Não, apenas um condenado
Condenado a escrever os fatos
Mesmo que você tenha banalizado
Então fique atento eu voltei
E eu não te vejo
Mas você me vê