sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Barracão final

Livre e sem medo
Barracão é desespero
Perder ou ganhar
É uma questão do jogo
Basta jogar
Maloca do burguês
Julga-se santo
Que azar
Não faz diferença pra vocês
Mas eu não paro de pensar
Esculacho caro sair na madruga
Mastiguei digeri e cuspi tua própria conduta
Falsa intelectualidade
A serviço da mediocridade
Urubus famintos e sem dente
Chupam os restos de um osso nu
Um osso sem medo
Se tem uma cara o medo
Essa cara é esse osso
Pode morder mastigar e terás que cuspir
Mas quando for cuspido para o mundo
Sucumbirão as desgraças do teu intento
Já não é e nem será diplomata da humanidade
Arquiteto o universo
Cenógrafo dos fatos
Ou sonoplasta da realidade
Será advogado do meu ódio
Serão sempre desgraçados em meus versos
Atentos ao atos
Primeiro de muitos
Na segunda cena serás dono do teu universo infinito
Minha faca é finita afiada e aguda
Entra lisa e lentamente pela carne moribunda
Tu és moribundo
Olhe para a bandeira veja o teu ideal
Um homem com faca estendida é um sinal
Que eu sou teu senhor
Eu voltei para você em verso prosa e dor
Mas voltei
Só para te lembrar de quão patética é sua situação
De que todo o ódio no mundo
Eu guarde duas vezes mais para despejar em teu ser
Serei eu um amargurado
Não, apenas um condenado
Condenado a escrever os fatos
Mesmo que você tenha banalizado
Então fique atento eu voltei
E eu não te vejo
Mas você me vê

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