quinta-feira, 19 de abril de 2012

Arranjo numero 1

"os demônios que me seguem encontram com facilidade minha localização n aterra em que cresci, foi preciso fugir para longe para que eles não me encontrassem e assim minha saúde estabilizar no que pode se chamar de padrões normais."

domingo, 15 de abril de 2012

mais uma do amor

O amor é libertador, a verdade é libertadora, ser livre é o primeiro direito , fazer-se livre é ser grande!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Esses amigos de pinda

Esse ano foi surpreendente papai, fiz três amigos, mas não deu muito certo.
O primeiro me roubou, entrou em casa e me roubou, exatamente assim, o outro era colega de trabalho e passou a perna, disse para o chefe que eu estava roubando clientes sem ter feito isso, e o ultimo é mais amigo dos outros dois e acabou achando que eu era ladrão e mau caráter.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

O que seria? ‎"Dadaísmo"

Infelizmente a visão cultural é muito limitada e as pessoas simplesmente acham que tem algum conhecimento ou praticam arte seguindo uma corrente de pensamento, anulam-se por inteiro por serem hipócritas com a concepção que tem da cultural e da produção artística.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Memorias do subsolo - Fiodor D.

EU SOU um homem doente... Sou um homem malvado. Sou um homem desagradável. Creio que tenho uma doença do fígado. Aliás, não compreendo absolutamente nada da minha moléstia enão sei mesmo exatamente onde está o mal. Não me cuido, nunca me cuidei, se bem que estime os médicos e a medicina. Demais, sou extremamente supersticioso, o bastante, em todo o caso, para respeitar a medicina (sou bastante instruído: poderia então não ser supersticioso, mas sou). Não! Se não me trato, é pura maldade deminha parte. Não sabereis certamente compreender. Pois bem! eu compreendo. Não poderei evidentemente explicar-vos em que errei, agindo tão malvadamente: sei muito bem que não são os médicos que eu incomodo, recusando-me a tratar-me. Não engano senão a mim mesmo; re-conheço-o melhor que ninguém. Entretanto, é mesmo por malvadez que não me trato. Sofro dofígado! Tanto melhor! E tanto melhor ainda se o mal piora.Há muito tempo já que eu vivo assim: uns vinte anos, pouco mais ou menos. Fui funcionário, pedi demissão. Fui um funcionário muito ruim. Era grosseiro e tinha prazer em sê-lo. Podia bem me compensar desta maneira, pois que eu não aceitava gorjetas (esta brincadeira não tem graça; masnão a suprimirei. Escrevi-a crendo que teria espírito; não a apagarei, entretanto, expressamente; porque vejo que queria me dar ares de importância). Quando os solicitantes em busca deinformações se aproximavam da mesa diante da qual eu estava sentado, eu rangia os dentes; sentiauma volúpia indizível, quando conseguia causar-lhes algum aborrecimento. Conseguia-o quasesempre. Eram geralmente pessoas tímidas, acanhadas. Solicitantes, pois quê! Mas havia às vezes presumidos entre eles, petulantes, e eu detestava particularmente certo oficial. Ele não entendia desubmissão e arrastava o grande sabre, de um modo detestável. Durante um ano e meio movi-lheguerra, por causa desse sabre, e finalmente saí vencedor: ele parou de teimar. Isto, aliás, se passavano tempo da minha mocidade.Ora, sabeis, senhores, o que excitava sobretudo minha raiva, o que a tornava particularmente vil e estúpida? É que eu me inteirava vergonhosamente, mesmo quando a minha bílis se esparramava mais violentamente, que eu não era mau homem, no fundo, não era nem mesmo umhomem azedo, e que tomava gosto, muito simplesmente, em assustar os pardais. Tenho espuma na boca; mas, trazei-me uma boneca, oferecei-me uma chávena de chá bem doce, e é provável que eume acalme; sentir-me-ei mesmo muito comovido. É verdade que, mais tarde, morderei os punhos deraiva, e de vergonha perderei o sono durante alguns meses. Sim, eu sou assim.Menti antes, quando disse que tinha sido um mau funcionário. Foi por despeito que menti.Tentava muito simplesmente distrair-me com os solicitantes e esse oficial, e nunca pude conseguir tornar-me realmente mau. Com efeito, verificava sempre em mim a presença de um grande númerode elementos diversos que se opunham violentamente. Sentia-os fervilharem em mim, por assi mdizer. Sabia que estavam presentes sempre e aspiravam a manifestar-se do lado de fora, mas eu nãoos deixava; não, não lhes permitia evadirem-se. Atormentavam-me até à vergonha, até às con-vulsões. Oh! como eu estava fatigado! como estava saturado!Mas não vos parece, senhores, que eu me arrependo e que vos peço perdão de não sei quecrime? Estou certo, senhores, que ides imaginar isso... Mas aliás, digo-vos que, quer vós o imagineis ou não, isso me é indiferente..

I poet?

I will
down the hill
break the eternal ice
spoon in beautiful countryside
the roses of our love
I will
I was
ever be
I Poet?
nor do I know!

many things !

I see many things
and I am a lot of things
drink of water dreams
Live like a bird of fire
way beyond
My ship has sailed
I am the man of the port
where is no broke boat.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Quem não faz?

"Avalio você pela sua capacidade de ter opinião própria, de não se auto-anular como ser pensante, sua coragem em primeiro lugar, o resto é só o efeito do caráter!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Você anula a tua própria existência!

A uma estranha diferença na ponte e na estrada
A uma coincidência entre a chuva e a enxurrada
A um verbo depois do sujeito que caminha desatento
A um momento em que a hora não condiz com o ponteiro

A cauda e o rabo
Insensato porem aceitável
O café em preto lisérgico, moderado
Ferramenta da alma produtora
A erva, que façam mil cigarros
Um batalhão de maconheiros recatados
Vivemos na sociedade do oprimido, do comprimido, e do indiscutido
Não consigo ser contido, o que acontece comigo?

Um incesto de ideias
A travadora baixa medieval esquecida nem sei quando
Tenho uma pergunta?
Vives pleno com o que acreditas?
Deixa de falar para não ser o discordante?
Então tenho o meu veredicto
Você anula a tua própria existência!