segunda-feira, 29 de outubro de 2012

obrigado

thank you - Danke - спасибо

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Verdagritada


“a verdade não sussurra, grita!’’

Faca Fria


Atentos ao atos
Primeiro de muitos
Na segunda cena serás dono do teu universo infinito
Minha faca é finita afiada e aguda
Entra lisa e lentamente pela carne moribunda
Tu és moribundo
Olhe para a bandeira veja o teu ideal
Um homem com faca estendida é um sinal
Que eu sou teu senhor
Eu voltei para você em verso prosa e dor
Mas voltei
Só para te lembrar de quão patética é sua situação
De que todo o ódio no mundo
Eu guarde duas vezes mais para despejar em teu ser
Serei eu um amargurado
Não, apenas um condenado
Condenado a escrever os fatos
Mesmo que você tenha banalizado
Então fique atento eu voltei
E eu não te vejo
Mas você me vê.


Quem está errado, erra!

Eu como artista repudio grupos que tem o seu poder centralizado e sua verdade castrada limitando a inserção da sociedade de uma forma transparente e justa. Justa pelos ideais, pela igualdade e pela fraternidade.
Em minha opinião, não como vitima ou como agressor mas sim como participante ativo na trama social, é de que as mascaras caem, e quem está cometendo está injuria terá a sua vez e será revelada todo a sua pobreza moral e de espirito. Não acredito que isso me afetará em demasia pois injuriador já é visto com a mascara da hipocrisia.

Só Peço para todos, se há alguma duvida converse, pergunte e não leve tudo para o pessoal, pois poderá cometer uma injustiça com o próximo.
Afinal como diz o ditado: Quem deve, Teme!

sintesando


“A calunia do amor é brincar de paixão.’’






“Os sentidos não enganam; O que engana é o julgamento.”




“Admitir que não sabe, é o primeiro passo para saber.”

teneplo


sofro pelo apego as coisas desse mundo
 rogo por um instante um segundo
 luto contra tudo com paciência
espero o eterno desapego
lindo e singelo tempo
 quero tê-lo
por que escorre em segredo
entre os meus dedos
pode assim desaparecer em meus devaneios

artista faminto


O artista da fome alimenta o seu desejo
Com intelecto, paixão e ação
Usa o ar para imitar
E a palavra para orar
Olha o artista da fome
No seu castelo de cristal
Ele devora o vício
Insaciável pelo o que é escuro
Artista capataz
Segue a arte sem olhar para trás
Fica a mercê do picadeiro
Seu instante Rei
Ser percebido, compreendido
A sua arte acontece
Mas se você meu amigo
Já deu o veredicto
Saiba que este artista é convicto
Um fio só
Nessa teia improvisada
Só aparece cilada
Mas o artista se mantém
Eterno refém
Iiiiiiiiii
O artista da fome está chegando
Espere um pouco para o espetáculo
Ele é puro desejo
Certeiro, reto, no peito
Certeiro, reto, no peito

grito contido


Tudo que vem da alma
Não cega
Nem cala com calma
Vira grito
Voz do universo ativo
Muito fácil não sentir-se amado
Um fardo
Na cidade da grande solidão
O tomate sempre caro
A droga sempre em vão

caminhai


Ao passo que tudo que fazem é certo
Eu faço o errado
Não pelo simples gosto da oposição
Mas pela satisfação de ter a própria opinião
Quantos deixaram de olhar ao olhos meus
Pelo fato de outros comigo serem inimigos
Te acalme meu filho
Vá por ai
Isso por ai mesmo...

poema é?



“poema é a síntese do logico em palavras!”

Joselino e Zé pinga



E eu aos vinte e sete anos de idade, quem iria imaginar na rua como um mendigo, todo historia que resultou nisso é a soma de fatores inigualáveis de uma sociedade doente, de uma precária estrutura familiar e de minha insaciável bebedeira.
Como eu dizia cá estou na rua, um par de chinelos, uma mochila com algumas peças de roupa e um cacho de bananas, ao menos tenho um livro bem difícil de ler para abrir em momentos de puro e deprimente ócio.
Sempre pensei que ser mendigo era algo deprimente, nojento, ofensivo até no ato de ser um mendigo, mas para falar a verdade nesse momento com o sol torrando os pneus que passam pelo asfalto e eu aqui debaixo de uma arvore no centro de um descampado, que era para ser uma praça, comendo uma banana estou e pensando o que vou jantar amanha ou hoje ainda, de certa forma vejo beleza em ser assim, vejo liberdade nessa beleza, vejo dignidade em ser eu mesmo. Só pelo fato de não participar mais da sociedade e não ter que colocar uma mascara social logo depois do café da manha me sinto livre, e isso é belo no meu ponto de vista, sei logicamente que com vinte e sete anos e alguns conhecidos pela cidade já sou, mesmo eles não terem e visto assim, um doido, pirado, lunático.
Bom, acho que um bom mendigo um de longa data e experiência diria uma única coisa:
______Foda-se!
E justamente isso, foda-se, só eu sei do porque eu cheguei aqui, dos motivos que me levaram a esse estado, mas quer saber agradeço a esse tal de Deus por estar aqui, aos menos tenho mais algumas bananas.
Ao girar com a cabeça, olhando pelos ombros uma imagem mexeu-se abaixo da grama alta que cobria a tal praça.
_____Quem está ai?  disse uma voz tremula e cansada.
_____Quem está ai porra? Repetiu
_____Sou eu Joselino. disse normalmente
_____Vaza essa praça é minha. E falando um homem branco todo sujo e barba cumprida e cinza levantou cambaleando.
_____Meu senhor essa é uma área publica e eu moro na rua estou aqui fugindo do sol, aceita uma banana? Disse joselino calmo e com confiança.
_____Enfia essa banana no cú seu filho da puta essa praxa é minha. Disse agora percebendo que a voz estava completamente enrolada e ele aparentava estar bêbado ainda da noite anterior.
_____Eu sou o zé pinga e esse pico é meu ninguém pode ficar aqui sem a minha autorização, você tem pinga ai? O homem continuo.
_____Não, apenas um pouco de banana ara comer e estou sem dinheiro. Joselino explicou.
_____Tanto faz. Disse zé , caiu de baixo da mesma sombra e dormiu.
Enquanto Zé pinga roncava ali ao seu lado Joselino viu alguns conhecidos passando pela calçada próxima dele, eram dois amigos e uma amiga, todos eles reconheceram Joselino, mas vendo ele ali debaixo da arvore com um bêbado caído ao lado e o sua bolsa de roupas apenas olharam para ele com um certo ar de nojo e desprezo e fingiram não reconhecer passaram sem ao menos dar um “oi”.
Certo de que isso iria acontecer esse certo desprezo Joselino encostou o melhor que pode e tratou de tirar uma soneca.
Ao acordar já de noite, Zé da Pinga estava sentado a sua frente bem melhor com outra cara dando risada e segurando uma pequena garrafa de pinga.
____Vai um corote ai? disse o velho sorrindo.
____Não Zé valeu!
____Você é de onde menino?
____Sou daqui mesmo, morava ali no bairro Altivo.
____Ué, e o que tá fazeno aqui? Vai pra sua casa, a rua é para os cachorros.
____Não tenho mais casa zé, perdi tudo, até os amigos.
____Então vou lhe apresentar para o seu grande futuro melhor amigo.
E erguendo o braço esticou o corote para Joselino que sem muito embaraço pegou e deu uma tragada, fazendo uma cara feia e tragando novamente ele disse:
_____ Sabe de alguma canto aqui na cidade que da pra dormir mais tarde?
______Sei sim, aqui mesmo, Rárárárá, quer que eu pegue o seu lençol? Rárárá. Dando gargalhadas Zé pegou o corote e mamou sem remorso sua velha e boa companhia.
Passaram algumas horas e os dois estavam bêbados, Zé pinga em um gesto de boas vindas apresentou alguns corotes pela noite, os dois completamente bêbados haviam saído para comprar mais e acabaram dando uma volta pelo centro da cidade, algumas pessoas viram Joselino e como os três de tarde haviam ignorado com os olhos o novo mendigo da cidade, Zé da pinga foi mixar em uma arvore e Joselino continuou andando sem se dar conta que o amigo estava mixando, Joselino andou por três quarteirões até chegar a frente de uma casa com as janelas abertas e muitas luz, musica, pessoas falando e dando risada e um cheiro bom de comida. Naquele momento Joselino estava fedendo, completamente bêbado e com uma certa fome pois banana para um homem de 1,80 não era uma refeição consistente ao longo do dia regado a pinga. Ele ficou ali parado por alguns minutos tentando ficar ao menos ereto sem ficar balançando para frente e para trás, ao sentir firmeza bateu na porta, ninguém saiu ele bateu novamente, ninguém saiu, ao bater novamente a porta abriu lentamente e ninguém saiu de dentro da casa. Como estava completamente bêbado e já sem noção de suas atitudes Joselino entrou na casa, as vozes e risadas estavam cada vez mais altas, parecia que todas as pessoas da casa estavam na parte de trás da casa,  sem cerimonia Joselino abriu a geladeira e começou a pegar várias coisas para comer, tinha muita cerveja a qual ele começou a beber uma atrás da outra como se ele tivesse acabado de sair de um deserto e aquilo fosse agua gelada.
Ainda mais bêbado Joselino começou a dançar ao som da musica que vinha do fundo da casa, e a trombar pela cozinha derrubando tudo que estava no seu caminho, derrubou cerveja pelo chão e comida em cima de tudo isso criando uma ambiente que mais lembrava de uma casa cheio de adolescentes em pleno carnaval em São Luiz do Paraitinga.
_____Joselino, aonde o senhor estava? Disse uma voz feminina autoritária e amorosa ao mesm tempo.
______E tava, eu tava, eu to. Disse ele com uma voz enrolada.
______Você está completamente bêbado? Disse a mulher, e continuou.
______Que porra é essa Zé, você sumiu o dia todo e eu aqui preparando tudo pra você o que te deu a cabeça aonde você se meteu? Estão todos aqui esperando. E ao aproximar-se de Joselino o cheiro forte bateu e ela com uma cara de nojo enfiou um tapa na cara de Joselino.
______Caralo, bati na mai sua... Joselino caiu sentado no chão sujo da cozinha.
Marisa sua mulher chamou alguns homens que estavam na festa e colocaram Joselino no banho para uma ducha gelada, logo depois colocaram ele na cama e o deixaram ali dormindo, no dia seguinte ele acordou com uma puta dor de cabeça e Marisa estava sentada na cama.
______O que aconteceu Zé? Você disse que ia na casa de seu pai e você sumiu o dia todo. Disse sua mulher com uma voz calma.
______Eu não lembro de muito, ai, minha cabeça.
______ Eu decidi largar tudo virar mendigo, viver sem o sistema, mas pelo jeito não deu certo, acabei voltando para casa.

Metamar


Hoje sonhei além mar
Mas essa mar é meu
Meu amar
Sossegado sem alamar
O que os teus olhos lembram
Lembram também de inflamar
Minha cama teu cheiro o nosso vicio
Amar
Apenas amar
Se não posso
É porque está além mar
Meu mar de saudades
Meu mar de intenções
Meu amar que me afoga ao pensar em ti
Além mar...

Boa leitura!


É de todo o mérito essa obra as minhas emoções aos meus devaneios e frustrações, somente esses elementos me tornam humano e mais, tornam minha pessoa demasiada humana, o crédito de tal resultado logicamente precisa de fatores e variáveis, essas aqui no momento em que escrevo só posso depositar tal agradecimento as pessoas com quem tive relacionamento, seja profissional, de amizade e as amorosas.
Inspiro-me nesse momento para fazer esse livro em todo o espirito humano, como já percebeu, caso tenha lido algum trabalho meu, busco o lixo, a escória, pois enxergo nela uma verdade inata e pura, algo para ser considerado bom ou belo para a maioria passa por processos de adaptação para chegar a um gosto comum, ao contrário do objeto “pária” o seu belo ou sua funcionalidade já é definida e inalterável por muitas vezes ficando a margem do estético coletivo.
Passo por momentos complicados onde a verdade e a realidade estão em completo desacordo, em minha comunidade os valores e a falta de caráter estão em falta seja comigo seja com o todo. Vivo no meio de mentes fracas e obscuras que procuram a todo o momento uma oportunidade de ser mais do que o outro, isso alguns chamam de inveja, eu chamo de oportunismo burro, pois como todos falamos, cantamos e sabemos: a união faz a força.
Sem mais quero declarar que essa obra é um escrito poético-filosófico, os elementos estéticos de natureza simbólica e romântica encontram-se em cada linha, cada palavra, ao ler dê atenção ao coração e a mente sinta a força das palavras e deixe ao menos por uns minutos o balanço da maré desse mar de ideias e encantos passar a verdade de um poeta que como você vive essa experiência única chamada vida.
Boa leitura!

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

R.I.P.


Continuação infinita das  possibilidades
Orquestra da ordem do caos
Vontade da potência
Decadência da vaidade
Em multilingua chamo por você
No meta mundo aonde meus sonhos vivem
Sou mero acaso de meus passos
Tortos sem compasso
Humanos conforme os atos
Profônico
Grito d’alma
Hipertexto da metarazão
Sou mero visionário
Poeta cidadão
Escravo de meus sentimentos
Boca maldita da solidão
Sou tudo que as pessoas não entendem
Mas eu forço em querer continuar ser ódio
Com as palavras da beleza
Conquisto o teu orgulho
Rest In Peace
Meu resto em pedaços gordos
Oleosos para chupar os dedos
O resto em paz
Caminho longo
Longo