terça-feira, 18 de junho de 2013

Carta de João Nero - 05/08/2053

Carta de João Nero - 05/08/2053

E no meio do turbilhão das emoções da revolta, os meus pensamentos corriam ao oposto, imaginava ter enlouquecido, os surtos que açoitavam os meus anseios entraram em redemoinho com o destino, parei, e pensei: o que irei deixar para minha lembrança nesse exato momento? difuso em mais turbilhoes busquei a saída para o enigma tomando café com conhaque no terraço em meio as arvores no centro da cidade. A Grande Revolta foi o ato mais corajoso, para mim naquele momento nunca imaginei uma surpresa em relação a todos, sempre os julguei por essa capacidade, mas fui surpreendido pelo momento.Green Flash.
Vaguei por dias a pensar, é por do sol, o mais vermelho que já vi, tudo parecia em transformação, a ausência do lar, a renuncia perante a falacia acadêmica. Deixei-me vagar pelas sendas do destino e ama-lo como o infinito ama a alma pensante.
Já havia entendido, que escrever era o lugar que o destino assoprou no anseio universal da mudança.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

construção do personagem.

Para Nietzsche, "amor fati" é amar o inevitável, amar o destino, amar o justo e o injusto, o próprio amor e o desamor. Ou seja, "ser, antes de tudo, um forte", sem reclamar da vida, sendo indiferente ao sofrimento. Uma retomada do antigo pensamento grego dos filósofos estóicos.

arte educação na sociedade.


domingo, 9 de junho de 2013

terça-feira, 21 de maio de 2013


black


Ensinarei a voar com as palavras,

A fantástica historia da menina cega e surda, que encontra um professor especial, ele é excêntrico  expressivo, e decide ajudar  a pequena Michelle, os seus métodos de inicio nada convencionais gera a discussão com o pai que não entende a filha e vive em conflito com a situação da pequena.
Os primeiros passos na nova pedagogia, a revolta, e depois de um tempo a compreensão e assimilação da pequena.

O ator que faz o professor é incrível, a menina também, alias todos os atores são incríveis, a trama segue uma narrativa interessante usando elementos fortes do teatro, como palco, interpretação, iluminação.
O que percebi foi a aceitação como meio de se entender e fazer entender, a jovem Michelle acaba indo para a universidade, e assim avança no conhecimento, mostrando que não existe o possível para quem acredita.

O velho professor que entregou a vida para Michelle começa a apresentar os primeiros sinais do Mal de Alzheimer, Michelle não quer ser dependente, quer ter o seu querido professor ao lado, e surgem conflitos 

terça-feira, 14 de maio de 2013

Esquete Aula de Didática


Esquete para aula de didática – Pro. João

Tema: Didática e comportamento do aluno.
Objetivo: descrever uma cena em que o professor e o aluno não se entendem pelo simples fato dos dois terem problemas e não identificarem em si ou no outro, que é a grande causa de desarmonia na sociedade reflexo claro nos lares, e que na escola pode ser compreendido e direcionar uma nova forma de ver a situação e possíveis sintomas de transtornos ou dificuldades do aluno.

CENA 1:
Professor dando aula, alunos sentados prestando atenção.
Luz direcionada no professor e nos alunos (lanternas)
Todas as luzes apagam e só fica em um aluno o Roberto.


Roberto: Aluno hiperativo, ele não para com o corpo, é sempre desatento e agitado.

Roberto está na sala iluminado apenas por uma lanterna, enquanto isso a Professor continua a explicação, ele está fitando um ponto no teto da sala, a professora chama a sua atenção, as luzes então estão na professor e em Roberto.

_____ Roberto! Roberto! ROBERTO!

Ele leva um susto, e a Professor começa a dar um esporro pela sua desatenção.

______Preste atenção, você está dormindo na sala, vamos lá, acorde.

Ele pega o lápis e começa brincar com o lápis, e novamente leva uma  bronca da Professora.


Cena 2

A Luz em todos novamente, agora a Professora que é quem está agitada, começa a gritar.

Professora:
________E vocês, o que vocês sabem? E (FALA DO ATOR) (completamente desequilibrada)

Um aluno levanta a mão, a luz fica somente nele, e a professora começa a dar um esporro do nada nele, dizendo que ele atrapalha a aula e(Fala do ator) ,(mostra uma pessoa desequilibrada que deveria estar passando por tratamento e acompanhamento medico, nível de stress e por vai).
 Criar a atmosfera com as luzes e sombras, dar o tom no texto, pois uma sala só com as luzes apagas e o convencional, com essa textura, podemos criar um clima e atingir assim o espectador da peça, o clima deve ser tenso mas sempre com um humor como pitada essencial para a narrativa.
 Preciso de ideias de mais exemplos, mais três no mínimo, e assim criar outras historias e textos, a ideia é ter esse roteiro como corpo e guia da esquete, o que se vai falar na verdade é improviso nada decorado, tudo dito como se fossemos os nossos personagens, transcender na arte é uma obrigação nossa, então vamos nos esforçar para criar algo com seriedade, verdade e paixão, o pilar para um formação solida como arte-educador. 

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Sussurro de Zaratustra



Usa Deus a sua conveniência
Chama o tempo de lugar
O amargo veneno da obediência
A lacuna mística do calar

Para ser herói
Basta pensar
E o rolo de papiro segurar
Sem o ópio desconjurar

O homem que se faz convicto
A rua não sabe atravessar
Pois falso é o veredicto
Desse limitado pensar

Chora o herói
Chora
As lagrimas que chamam
As mesmas das virgens que amam

Terá intento o tempo
Ou será Deus a jogar

Não acredito em sua morte
Mas também não monto o seu altar


Antropofágico querer
De admirar o silêncio
E devorar com poder
O fraco milênio

Se passou um dia
Me satisfaço com o simples segundo
Essa é minha valia
O meu imenso pequeno mundo. 





quinta-feira, 21 de março de 2013

VerMelhor


Ao lugar
No centro
O coração
O sangue
O sexo
A morte
A mente
O apetite que abre as portas da percepção encarnada
A carne fresca para Cérbero
A esquerda para o marinheiro
O pretenso coito da Rosa
O cartão do juiz ereto
No romantismo o Amor
Na estrela vermelha o ditador
Para o Deus da Guerra um planeta
Em Goethe uma dupla persona
No palhaço o nariz...

                

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Uma Fome na Arte


Fome na Arte

Como no conto de Kafka um artista da fome  situação do artista no Brasil é em muito análoga vivemos querendo ou não em uma sociedade capitalista e a arte é uma profissão e ganha pão de muitos e sendo ganha pão tem um valor, faço a analogia com o conto em quatro elementos do conto: A Jaula, o Artista da Fome, A Palha e o público.
Toma como referência o argumento Uma Estética da Fome de Glauber Rocha: Este condicionamento econômico e politico nos levou ao raquitismo filosófico e a impotência, que , as vezes inconsciente, as vezes não, geram no primeiro caso a esterilidade e no segundo a histeria.
Primeiramente A Jaula que é a politica publica os incentivos fiscais e a máfia que existe por de trás, é tão ineficiente a lei de incentivos que apenas 20% dos projetos que usam o incentivo conseguem realizar os seus projetos, ou seja, 80% morrem na praia, essa ilusão que o governo promove alegando inclusão do artista na sociedade é a jaula que o artista da fome fica condicionado, uma jaula de insegurança e um palco de desconfiança.
O personagem principal O Artista da Fome não precisa de apresentações e a analogia está evidente no seu nome e na sua forma, o artista trabalha em condições adversas mas acima de tudo convicto da sua arte e da sua verdade, a sua magreza demonstra claramente a questão financeira, mais uma vez abordada> como na ficção de Kafka as pessoas acham que artista não come, que o que ele faz não é trabalho por isso o desprezo e esquecimento é uma evidencia clara que os olhos do corvo almejam para um jantar lento e triste.
A Palha, aqui eu coloco como a obra em si, a devoção pela arte, nos artistas vivemos sobre ela e no final nos unimos metafisicamente á ela tornando uma coisa só sem a limitação do corpo físico, dessa forma, damos lugar para o Tigre chamado futuro ocupar o espaço físico que ficou.
Finalmente O Público, esse em nada difere da realidade: espectadores ávidos pela estranheza que é o artista, sempre provocando e fiscalizando (policiando) como a eterna duvida do viver artístico, artista é um ser comum que faz os seus sentimentos algo físico é a ponte entre o metafisico e o físico, como em meu poema sintetizo:

“O Poeta faz arte
Não é um Santo milagreiro...”