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Mostrando postagens de 2016

Imagens psicodélicas

Para Ela no nosso Circo

se eu tivesse uma lona, montava um circo
desses que passam pela cidade
iria fazer o maior espetáculo
e seria único
serei o palhaço, o mágico e o ladrão de corações
para você o ingresso é me amar
são essas coisas meu bem
essas modas antigas
aonde no circo encontrei
você sabe de magia meu bem
e eu me equilibro na vida e alem
pois sei que é assim também
que o amor nasce na gente
acontece de repente
esta certo pra você
oui é só uma coisa minha?
acontece e vai acontecer
o grande espetáculo da vida
no cartaz estará a maior magia
e nela faremos parte
os seus olhos não desgrudam dos meus
e o frio da mina barriga não passa
já escrevo torpe misturando três poemas será que só sou eu ou é você também?

Parte

Parte de tudo é desejo
Parte de mim é protesto
Discreto e incerto
Na vida de meus passos
São Paulo que me pariu
Minha pura virgem missão
De ser um puto no meio de putos
Injusta a sua ação
De nati-morta moral zodiacal
A terapia do ego metrópole
De ser irrespirável e profana
A multidão em estado profônico
o seu passo em eterno tumulto
com humilhados e ilhados
na solidão tropicalista.

De duas partes iguais. (dadaísmo)

O homem que não lavava o pé direito reclamava do seu vizinho que não lavava o pé esquerdo viviam em vigia guerra por um achar errado essa falta de assimetria ficavam putos e fulos por serem tolos fúteis. para que lavar pé se o chão é sujo?tudo nulo no pensar Matinal um comia ovo outro café brigavam sempre por não concordar e putos fulos por causa de gosto divergente começaram a misturar e bebiam por igual. um dia eles pensaram e por que não trepa somos iguais encaixamos no nosso bem estar e quietos no canto começaram coitar (aquele ato libidinoso da vontade em igual) fizeram isso inúmeras vezes e ao despertar brigaram por que a troca não foi bem feita, e chegaram a conclusão que em fudendo se encaixavam.

Retalho

Retalho lapidado de minha alma
Lapide negra em estandarte
Diz em letras escritas da lama
Viveu e morreu pela arte Escritos toscos e grotescos
Pensamentos incertos e obesos
Espreitavam na caixa dos homens loucos
Aqueles que ficaram presos Não é decente ler mentes
Mas eu as sinto e sobrevivo
Sou esponja de almas carentes
Ladrão de pensamento abrasivo
Respiro, inspiro e analiso
O resto é balela e perda de tempo
Quando a boca fala desanimo
Quando os ouvidos ouvem animo
Caminhante, vagante vagabundo e delinquente, era eu poeta crente.

Paulista (08/11/10)

Paulista desviou de dois mendigos
E um travesti
Vive a desilusão da festa
Ernesto guerreou
Paulista planejou
Analisou e inventou
Aglomerou em teu vicio de grandeza
Vive na agonia da oscilação
Da bolsa materna
Ao útero dos eruditos
Casa dos malditos
Porto da desilusão
Sorri em mil cores para o caos
Ouvem-se clamores
De uma catraca livre
No metro que oprime
Paulista guetista
Paulista narcisista
Quanto aguentas mais?
Um furacão de tensão
E um caminhão de peão?
Faz do seu dia Gothan City
Script perfeito da superação
Persona da trama educação
Esbanja tentação
Alamedas de cones laranja
Avenidas de mijo etílico
Quero tua maçã
Quero hoje e não amanha!
Ache certo e assine o contrato
Achou errado ter saído do mato
O ato firmado
De ser civilizado
E não mais um paulista
Com seu fundo prato

A sombra do burguês
Chama-se pobreza
O teu eterno medo
A aflição do pobre
É chamado sistema
Emblema da divisão
Basta atravessar a Augusta
Ou passar pelo Capão
Coragem ou morte?
Ordem em recesso
Está nas bandeir…