quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Imagens psicodélicas







Para Ela no nosso Circo


se eu tivesse uma lona, montava um circo
desses que passam pela cidade
iria fazer o maior espetáculo
e seria único
serei o palhaço, o mágico e o ladrão de corações
para você o ingresso é me amar
são essas coisas meu bem
essas modas antigas
aonde no circo encontrei
você sabe de magia meu bem
e eu me equilibro na vida e alem
pois sei que é assim também
que o amor nasce na gente
acontece de repente
esta certo pra você
oui é só uma coisa minha?
acontece e vai acontecer
o grande espetáculo da vida
no cartaz estará a maior magia
e nela faremos parte
os seus olhos não desgrudam dos meus
e o frio da mina barriga não passa
já escrevo torpe misturando três poemas
será que só sou eu ou é você também?
É de todo o mérito essa obra as minhas emoções, aos meus devaneios e frustrações, somente esses elementos me tornam humano e mais, tornam minha pessoa demasiada humana, o crédito de tal resultado logicamente precisa de fatores e variáveis, essas aqui no momento em que escrevo só posso depositar tal agradecimento as pessoas com quem tive relacionamento, seja profissional, de amizade e as amorosas.
Inspiro-me nesse momento para fazer esse livro em todo o espirito humano, como já percebeu, caso tenha lido algum trabalho meu, busco o lixo, a escória, pois enxergo nela uma verdade inata e pura, algo para ser considerado bom ou belo.As pessoas já tem por definida e inalterável por muitas vezes ficando a margem do senso estético coletivo é uma falsa sensação de existir e ser.
Sem mais quero declarar que essa obra é um escrito poético-filosófico, os elementos estéticos de natureza simbólica e romântica encontram-se em cada linha, cada palavra, ao ler dê atenção ao coração e a mente, sinta a força das palavras e deixe ao menos por alguns minutos o balanço da maré desse mar de ideias e encantos passar a verdade de um poeta que como você vive essa experiência única chamada vida.
poema é a síntese do lógico em palavras belas e diretas!

regressar ao velho tempo


Regressar ao velho tempo
Andar de qualquer jeito
Não ter para onde ir
Brincadeira de criança
Vida mole
Esperança
Jogo de bola na mesma ciranda
Não tem hora para dormir
Abro os olhos
E não esqueço
Como é bom o velho tempo!
a verdade não sussurra, grita!

Don't disturb

legal 
legalize 
don't disturb
nem moralize
o seu medo de vertigem.

estrofe sade

sou fruto da vontade
sou fera da vaidade
arauto da sociedade
ou um marquês de Sade?

taikai

Humano Coração, Abismo da alma e eu Esfaimado.

Parte

Parte de tudo é desejo
Parte de mim é protesto
Discreto e incerto
Na vida de meus passos
São Paulo que me pariu
Minha pura virgem missão
De ser um puto no meio de putos
Injusta a sua ação
De nati-morta moral zodiacal
A terapia do ego metrópole
De ser irrespirável e profana
A multidão em estado profônico
o seu passo em eterno tumulto
com humilhados e ilhados
na solidão tropicalista.

De duas partes iguais. (dadaísmo)


O homem que não lavava o pé direito reclamava do seu vizinho que não lavava o pé esquerdo viviam em vigia guerra por um achar errado essa falta de assimetria ficavam putos e fulos por serem tolos fúteis. para que lavar pé se o chão é sujo?tudo nulo no pensar Matinal um comia ovo outro café brigavam sempre por não concordar e putos fulos por causa de gosto divergente começaram a misturar e bebiam por igual. um dia eles pensaram e por que não trepa somos iguais encaixamos no nosso bem estar e quietos no canto começaram coitar (aquele ato libidinoso da vontade em igual) fizeram isso inúmeras vezes e ao despertar brigaram por que a troca não foi bem feita, e chegaram a conclusão que em fudendo se encaixavam.

Retalho

Retalho lapidado de minha alma
Lapide negra em estandarte
Diz em letras escritas da lama
Viveu e morreu pela arte
Escritos toscos e grotescos
Pensamentos incertos e obesos
Espreitavam na caixa dos homens loucos
Aqueles que ficaram presos
Não é decente ler mentes
Mas eu as sinto e sobrevivo
Sou esponja de almas carentes
Ladrão de pensamento abrasivo
Respiro, inspiro e analiso
O resto é balela e perda de tempo
Quando a boca fala desanimo
Quando os ouvidos ouvem animo
Caminhante, vagante vagabundo e delinquente, era eu poeta crente.